STP perde e ganha com os Camarões

STP perde e ganha com os Camarões

A primeira mão da preliminar de acesso ao CHAN-2018, com os Camarões, onde a selecção nacional perdeu por 2-0, fez nascer uma nova geração dos internacionais, sublinhou o seleccionador nacional, Gustavo Clemente, que desvalorizou o resultando e enalteceu o rendimento da equipa.

O Estádio Nacional 12 de Julho foi palco este sábado, de mais um confronto internacional dos “Falcões e Papagaios”, desta vez diante dos Camarões, onde o favoritismo estava todo o tempo do lado dos forasteiros, como assumiu o camaronês que orienta a selecção nacional, Gustavo Clemente, que na sua característica surpreendeu os santomenses, revolucionando o conjunto nacional.

Esta revolução trouxe consigo muito pessimismo e dúvida quanto ao valor dos seleccionados para o desafio, que persistiu até o pontapé de saída, mas logo que o esférico começou a rolar, o pensamento negativo foi para o esquecimento, com a classe da nova geração, a vir lá de cima, chegando mesmo a colocar em sentido, na etapa inicial os “Leões Indomáveis”, para alegria de mais oito mil corações presentes no palco das emoções.

Entre eles o chefe do executivo santomense, Patrice Trovoada, mais alguns elementos do seu elenco, Ministro Marcelino Sanches e Afonso Varela, que do camarote presidencial sorriam e aplaudiam as investidas e a forma com os pupilos de Gustavo, estavam a desafiar o adversário.

E os jornalistas! Esses não cansavam de gabar a coragem e a firmeza dos miúdos, que encararam nos olhos os visitantes, para surpresa do técnico belga, Hugo Broos.

Quando tudo apontava para uma brilhante primeira parte, eis que ao passar do minuto 41, os homens da retaguarda santomense acusaram a inexperiência, e abriram uma cratera defensiva, aproveitada por o atacante, Pangop, que com muita classe atirou a contar, fazendo, 0-1, para euforia de mais de duas centenas dos camaroneses, que viram a equipa a ir para o descanso, com vantagens no placard.

Veio o repouso, e com o descanso vieram os comentários, concernente a etapa inicial. Muitos que usaram da palavra para especular sobre a qualidade da selecção de todos nós, neste momento, limitava apenas a enaltecer a determinação dos mesmos, sugerindo simplesmente, a troca de posição de alguns jogadores, para apresentarem ainda melhor na etapa complementar.

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Findado o intervalo, as equipas regressaram os para últimos 45 minutos, com os mesmos 11 escalados para este duelo inédito entre as selecções.

Camarões que ficou surpreendido com a postura do combinado nacional, voltou a entrar forte de modo a intimidar os miúdos das ilhas maravilhosas, que provaram mais uma vez que a nossa pequenez reside apenas no território, e não na qualidade, voltando a meter água na fervura, equilibrando o jogo e discutindo-o no meio campo.

Mas esta postura trouxe consigo algumas consequências para a nossa jovem selecção, onde a média da idade ronda os 23 anos, porque começou a faltar pernas, imaginação e concentração, que resultou no segundo golo da turma camaronesa, decorridos 70 minutos, na cobrança de uma grande penalidade, por intermédio do Fosso, castigando mão na bola do central Nai.

2-0 não desmoralizou a barreira nacional, não obstante da quebra física e anímica dos nossos jovens.

Reparando nesta quebra, o seleccionador nacional, lançou para o rectângulo, três pérolas da academia santomense de futebol, Pajo, Dinho e Ronaldo, para refrescarem o 11 nacional, dando de igual modo a primeira internacionalização aos atletas.

Os mesmos não acrescentaram muito em termo ofensivo, mas conseguiram manter a dinâmica da equipa, que manteve o resultado (0-2) até o final do desafio, para alegria dos santomenses no 12 de Julho, que desvalorizaram o placard, e enalteceram o facto de ter nascido neste duelo, uma nova geração.

Falando aos nossos microfones, o operário desta revolução, Clemente, atribuiu nota positiva aos seus jogadores, sublinhando que não foi o mau início da revolução.

“Do ponto de vista daquilo que foi o rendimento da nossa equipa, eu posso dar a nota positiva, porque a maioria dos jogadores estavam a representar a selecção nacional pela primeira vez. Perder com Camarões, por 2-0, não é mau início para esta geração, mas nunca é bom perder em casa. Acredito que acabamos de ganhar uma nova equipa”.

As equipas voltam ao encontrar no próximo 18/19, para o desafio da segunda mão, na capital camaronesa.

Redacção/Henrie Martins

 

 

 

 

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